quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Vamos refletir: DESOBEDIÊNCIA FAZ PARTE!

Os mais novos transgridem mesmo: quando o processo de educação acontece, há sempre resistência

por Rosely Sayão

Mães e pais andam espantados e/ou perplexos com a desobediência de filhos pequenos, maiores e até mesmo adolescentes. Que coisa, não? Por que será que esses pirralhos não entendem que precisam acatar o que seus pais lhes dizem?
Uma leitora conta que é uma mãe dedicada e consciente de que o seu maior compromisso na vida, hoje, é o de educar bem a filha, que tem cinco anos. Diz inclusive que, regularmente, assiste a palestras e lê coisas de qualidade a respeito do assunto.
O problema, segundo ela, é que mesmo assim se defronta com as birras que a filha faz, com manhas na hora de colocar a roupa ou comer e com pequenos escândalos -quando a garota quer ter ou fazer uma coisa que a mãe entende que não deve dar ou permitir naquele momento.
"Qual o meu erro?", me pergunta essa responsável mãe. Certamente, muitos outros pais passam pela mesma situação e se fazem essa mesma pergunta.
Um pai, agora um tanto quanto desconsolado e assustado, enfrenta a adolescência do filho. O jovem quer sair sem hora para voltar e sem dar explicações. Além disso, o garoto sempre transgride as poucas regras que o pai tenta lhe impor.
Depois de dizer que sempre educou o filho de um modo democrático, esse pai confessa não saber o que fazer. "Será que vou ter de castigar meu filho, agora que ele cresceu?", pergunta. Pelo menos ele não desistiu, como muitos pais de adolescentes têm feito... Qual é a questão, afinal? Por que os mais novos insistem na transgressão?
Será responsabilidade desse mundo tão transformado, da crise de valores, das escolas, das más companhias, das "famílias desestruturadas", como muita gente gosta de afirmar? 
Ou será que as crianças de hoje já nascem diferentes, mais ousadas e com "personalidade forte"? Ou, ainda, será que os pais já não sabem mais agir com autoridade?
Não, caro leitor, a questão é bem mais simples. Então, de largada vamos lembrar de um princípio básico: sempre que a educação acontece, há resistência ao processo.
Pronto: é simples assim. A relação da mãe e do pai com os filhos é sempre um pouco tensa. Por quê? 
Porque os pais precisam introduzir o filho na dinâmica familiar, na convivência com os outros, na vida que a cada dia apresenta um pouco mais de desafios e, portanto, compromissos e responsabilidades, entre outras coisas. Ora, isso significa impor à criança uma determinada direção.
Comer determinados alimentos desta ou daquela maneira, tomar banho, vestir esta ou aquela roupa, ir para a escola, não comer em determinados horários, prestar contas aos pais, respeitar pessoas etc. etc. Por que a criança deveria aceitar isso de bom grado se o que ela quer é bem diferente?
Ela quer ficar vendo televisão, jogando videogame ou futebol, dormindo pela manhã ou acordada de madrugada e se colocar no centro do mundo... Isso é o que ela quer. O jovem quer se grudar ao grupo, ser plenamente aceito por seus pares, quer diversão sem fim... A juventude é curta, afinal.
Só isso já seria suficiente para nos fazer reconhecer que eles irão reclamar, resistir, usar todas as estratégias que têm à mão para demonstrar seu descontentamento. É só isso o que expressa a desobediência e a transgressão. Faz parte do jogo, não é verdade?
Mesmo tendo aprendido, eles irão insistir na transgressão. Não é assim no futebol, por exemplo? Por isso o jogo exige árbitros e penalidades para as faltas.
Então, vamos relaxar: os mais novos sempre irão transgredir, desobedecer. É um direito deles. É dever dos pais persistir com o processo educativo em curso, reafirmar posições, fazer valer o ensinado. E ter paciência.
Até quando essa situação persiste? Até a maturidade dos filhos, que deve chegar por volta dos 20 anos, se tivermos um pouco de sorte além do empenho investido.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0908201113.htm

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cuide bem de seu amiguinho bicho: Vacine contra a raiva!

Vacinação Contra Raiva Animal em Cães e Gatos

Cães e gatos dos distritos de Saúde Leste e Sul de Campinas devem receber a dose anual de vacina antirrábica no próximo fim de semana, sábado e domingo, 14 e 15 de setembro. A vacinação é gratuita e pode ser aplicada nos animais a partir do terceiro mês de vida. A Campanha nos distritos Norte, Noroeste e Sudoeste será nos dias 21 e 22 de setembro. A expectativa é vacinar 100 mil animais.
A adesão da população às Campanhas de Vacinação contra Raiva tem mantido o município livre da raiva em humanos e em cães e gatos. Embora a raiva esteja controlada nessas espécies, isso não nos isenta da vacinação anual que, além de obrigatória por lei, é o fator de maior relevância para garantir a manutenção de controle da raiva nas populações de cães e gatos e por consequência para a população humana.
A lista de postos de vacinação com endereços, datas e horários pode ser obtida pelo Serviço156 ou no portal da Prefeitura Municipal de Campinas (www.campinas.sp.gov.br).

Fonte: http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=20334
 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Aproveitem o fim de semana e passeie com seus filhos! Aqui vão algumas dicas...

Lagoa do Taquaral ( Parque Portugal)


Dentre as atrações do parque, destacam-se sua grande lagoa, uma réplica da Caravela Anunciação, uma linha de bonde elétrico e uma concha acústica, além de pista de saibro para caminhada, ciclovia, kartódromo, quadras de futebol, basquete, vôlei e hóquei, além de uma ampla área verde. Aos domingos, entre 6 e 13 horas, a avenida ao redor do parque é fechada para veículos, ficando destinada ao ciclismo e lazer. Dentro da Lagoa podemos passear nos pedalinhos e fazer um tour pela lagoa toda passeando de bondinho.
A entrada é gratuita. Somente as atividades como: pedalinho e passeio de bonde são pagos. Valores variam de 2,00 a 5,00 reais.

Bosque dos Jequitibás – Museu de História Natural e Aquário  

Uma imensa área verde se destaca entre as avenidas e prédios da cidade. Um mini zoológico onde podemos encontrar diversos tipos de animais selvagens e domesticados é a grande atração deste local.
Dentro do Bosque encontramos o Museu de História Natural onde diversos animais empalhados e duas mil peças representantes do ecossistema estão em exposição para estudos de escolas ou simplesmente para aquele passeio interessante em família.
Depois de conhecer o Museu as crianças são levadas para um outro local onde se encontra o Aquário que foi reformado a pouco e agora possui 13 aquários de água doce, sendo um de 20 mil litros, e dez de água salgada, que abrigam espécimes da fauna exótica e da pesca dos oceanos Atlântico e Pacífico e de bacias hidrográficas brasileiras.
Ainda dentro do bosque encontramos o Teatro Carlito Maia onde são realizadas uma série de espetáculos infantis durante todo o ano.
O bosque possui lanchonetes, banheiros e parquinhos para os pequenos.
A entrada é gratuita, no entanto os valores das atividades variam:
Museu e Aquário: R$ 2,00 – crianças abaixo de 7 anos não pagam.
Teatro: valores variam de R$ 20,00 a R$ 10,00.

Oficinas e espetáculos teatrais nas Livrarias

As livrarias Cultura e Saraiva localizadas na rede de shoppings oferecem aos finais de semana – e nas férias todos os dias da semana – diversas oficinas de contação de histórias e teatros para os pequenos se encantarem com o mundo das lendas dos livros e já se manterem habituados a estar neste universo da literatura e dos contos.
A Livraria Cultura realiza apresentações de teatrais infantis para todas as idades no 3° piso onde se encontra o teatro, a entrada é gratuita, no entanto é obrigatório a retirada de senhas no 1° piso balcão de informações para garantir vaga, pois o teatro possui a capacidade de 90 lugares. As oficinas são realizadas nos setores de livros infantis.
Livraria Cultura
Shopping Center Iguatemi – Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina
Livraria Saraiva
Shopping Center Iguatemi e Galleria – Rod. Dom Pedro I km 131.5, Jd. Nilópolis
A entrada para oficinas é gratuita.


Praça do Coco – Barão Geraldo 

A Praça do Coco não é apenas mais uma pracinha de bairro, é uma praça com estrutura de parque. Lá podemos encontrar um ambiente agradável e familiar rodeado de plantas e árvores nativas, um quiosque voltado à alimentação saudável, além de parquinhos, feirinha, e espetáculos infantis circenses. Uma boa pedida para quem gosta de curtir com os pequenos ao ar livre.
Endereço: R. José Martins, 738 – Barão Geraldo – Campinas – São Paulo
Horário de atendimento: Todos os dias (exceto segunda), das 9 às 19h.
Importante: quiosque não aceita cartões, apenas dinheiro ou cheque.
Telefone: Fone: (19) 3249-1501
www.pracadococo.com.br


Espaço de Brincar Sesc Campinas 

O projeto é muito interessante e vale muito a pena. Incentivando a interação do brincar dos pais com as crianças, interação com outras crianças e incentivando o mundo dos livros o SESC Campinas surpreende com esse espaço dedicado ao binômio pais-filhos.
Os 3 espaços oferecem várias atividades lúdicas onde a imaginação da criança é que faz a brincadeira. Os pais e as crianças devem entrar descalços, possui armários para guardar mochilas (pode levar cadeado), estacionamento de carrinhos, banheiro familiar limpinho com trocador, vasos sanitários e pias na altura dos pequenos. O Espaço externo é todo emborrachado, tem várias plantinhas aromáticas e hortinha. Simplesmente demais! Localizado no Galpão do SESC onde pode-se encontrar também uma deliciosa cantina para quando a fome chegar.
Horário de funcionamento de terça à sexta das 10 às 21 e Sábado, Domingo e feriados das 10 às 17:30. Entrada livre e gratuita, porém, apenas para crianças de 0 a 6 anos.



Dicas culturais - Setembro





Espetáculo “A Princesa e o Sapo”


Local: Teatro Amil – Parque D. Pedro Shopping (entrada das flores). Av. Guilherme Campos, 500, bairro Santa Genebra – Campinas. (19) 3756-9890 / 3756-9891
Data: de 7 a 29 de setembro
Horário: sábados e domingos, às 16h
Entrada: R$ 15 (setor 2) e R$ 25 (setor 1)











Espetáculo "Pluft, o Fantasminha"

Local: Teatro Ceart – Shopping Paulínia. Av. Pref. José Lozano Araújo, 1515 - Paulínia. (19) 3844-8240

Data: de 14 a 29 de setembro
Horário: 16h
Entrada: R$ 10 (antecipado) e R$ 20 (no dia)

Hora de ir ao dentista. E agora?


Escovação infantil – Dificuldades

Por Karina Falsarella dos Santos


A escovação é difícil e seu filho chora quando você diz que é hora de escovar os dentes? Isso Pode traumatizar? O choro é o mecanismo de defesa do bebê ou da criança. O medo do desconhecido é esperado sendo normal até certa idade. O bebê e até mesmo as crianças maiores tendem a chorar diante de situações novas. No caso dos bebês até 3 anos, para higiene bucal, seja em casa ou no consultório, costuma-se segurá-los, pois não costumam entender o que está acontecendo e, mesmo que entendam, estão na fase oral, onde a boca é super valorizada.
Os procedimentos realizados nas consultas preventivas são indolores e por isso não causam traumas psicológicos nas crianças.
A palavra “trauma” de dentista” é meramente CULTURAL. Passa de pai pra filho. Os pais, muitas vezes chegam com uma ansiedade negativa (por experiências negativas do passado ou mesmo pelas crenças de que dentista é sinônimo de dor). A dica é não antecipar detalhes sobre a consulta para o seu filho, ou se o fizer, faça de forma positiva como dizer que ele vai conhecer o dentista que é um amigo que cuidará muito bem dos dentinhos, deixando a boquinha cheirosa. Exclua do vocabulário palavras como “dor”, “choro”, “injeção”, “agulha”, ou expressões como “Não vai doer”. Deixe que o odontopediatra conduza a consulta da maneira mais lúdica e adequada possível para a idade do paciente.
Costumo fazer duas comparações: Se você for levar seu filho pela primeira vez numa piscina de bolinhas num buffet infantil, o que dirá a ele antes??? Com certeza algo positivo. Porque não fazer o mesmo com a consulta ao odontopediatra? Também se for trocar a fralda do seu bebê e ele se espernear, chorar, gritar, vai deixá-lo sujo? Por acaso alguém que você conhece é traumatizado por ter sido segurado para trocar as fraldas? E garanto que várias vezes a necessidade de segurar o bebê para trocá-lo é inevitável. A mesma coisa acontece com a higiene bucal do bebê em casa, ou no consultório, muitas vezes, precisa segurar !!!
Com o tempo e o amadurecimento, as crianças estabelecem uma imagem positiva do hábito de higienizar os dentes e a amizade e confiança com o odontopediatra acontece.
Os retornos serão adequados a proposta dos programas preventivos que existem, muitos deles chegam a quase 100% de sucesso contra cáries, procure se informar. O sucesso das propostas dependerá da motivação dos pais e pacientes e a meta final é que a criança cresça saudável e livre de cáries.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Brincadeiras para pais e filhos

Talvez você nunca tenha ouvido falar em brincadeiras folclóricas, mas certamente já brincou! As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. Muitas delas existem há décadas ou até séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem.
Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.

A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente, durante o mês de agosto que é destinado ao folclore.

Alguns jogos, brincadeiras e brinquedos do folclore:

- Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) em dias de vento. Com uma linha, as crianças conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu.
- Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e borracha. As crianças usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos).
- Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa ter que fazer o mesmo.
- Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando deve encontrar todos os escondidos e correr para a base.
- Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelas crianças. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola do colega.
- Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras para simular crianças integrantes de uma família imaginária.
- Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitas crianças fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.


Devemos conversar com as crianças sobre a morte?

Bruxas, monstros e morte
A mãe de uma garotinha de quase quatro anos escreveu para contar que estava considerando a possibilidade de tirar a filha da escola. O motivo? A professora conta histórias para as crianças que tratam de morte, falam de monstros, bruxas e de todo tipo de ser imaginário. Para essa mãe, isso gera medo e angústia na filha e, por isso, ela tem pesadelos frequentes. Como nossa leitora não está sozinha nesse tipo de pensamento, vamos conversar a respeito.


Temos feito de tudo para evitar que a criança sofra, não é? Ou, pelo menos, tentamos evitar que elas tenham contato com tudo o que julgamos que pode gerar dor, ansiedade, angústia e outros sentimentos semelhantes. O tema emblemático nesse sentido é a morte. Escondemos a morte das crianças: esse não é mais um tema de conversa entre pais e filhos, elas não mais participam de velórios e funerais, evitamos que assistam a filmes ou ouçam histórias que trazem a ideia de morte à tona.

Conheço uma mãe de duas crianças pequenas que assiste a cada filme infantil antes de seus filhos para averiguar se não há cenas que assustam ou trazem a presença da morte. Ela não deixou os filhos assistirem à animação "Procurando Nemo" porque a mãe do peixinho morre e ela não achou adequado que as crianças fizessem perguntas sobre isso. Consideramos esse assunto muito pesado para elas e, por isso, procuramos poupá-las dele, como se isso fosse possível. É preciso saber que não é.

Não são as histórias com seus enredos e personagens que criam para a criança conflitos, medos e angústias e tampouco apresentam a ela o tema da morte. Essas são questões humanas e, ao contrário do que alguns pensam, os personagens fantásticos e as tramas dessas histórias ajudam a criança a encontrar caminhos para entender e superar, pelo menos temporariamente, o que sente.

A atitude chamada "politicamente correta" de transformar histórias e lendas infantis de modo a subtrair delas o que consideramos que possa fazer mal à criança ou sugerir o que consideramos "maus exemplos" não faz o menor sentido. Será que esquecemos que o que pode fazer mal a elas é o que está presente na realidade do mundo adulto, agora totalmente acessível a elas?

Não é hipócrita não mais cantar "Atirei um pau no gato", mas permitir que as crianças assistam a campeonatos de futebol em que jogadores intencionalmente se agridem para levar vantagem? Não é curioso evitar que elas ouçam histórias de bruxas que perseguem crianças, mas permitir que assistam a noticiários que mencionam assassinatos e abusos sexuais de crianças?

Que as bruxas, os duendes e os monstros, as madrastas malvadas e as crianças órfãs habitem o imaginário de nossas crianças é tudo o que podemos desejar. É que nesse mundo, diferentemente do mundo adulto, elas contam com as fadas e suas varinhas de condão, com os príncipes que salvam as princesas do sono eterno e, principalmente, com um final em que o bem vence o mal.